Se você foi vítima de um golpe do Pix, a primeira sensação é de desespero e impotência. Mas,você não está sozinho nessa, e a culpa não é sua.
O que os bancos não costumam contar aos clientes é que eles podem ser responsabilizados por essas fraudes.
Por que o banco tem responsabilidade?
A lógica é simples: se o banco lucra oferecendo serviços digitais rápidos, ele tem a obrigação de garantir que esse ambiente seja blindado e seguro.
Quando os criminosos fazem transferências que fogem totalmente do seu padrão normal de gastos, o sistema de segurança do banco deveria identificar a atividade suspeita e bloquear a operação. Se a instituição falhou em travar a fraude ou demorou para agir quando você pediu socorro, ela falhou na prestação do serviço.
Fui enganado. O que eu faço agora?
O tempo é o seu maior aliado. Siga estes 3 passos imediatos:
- Ligue para o seu banco na mesma hora: Informe o golpe e exija a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). Essa é uma ferramenta oficial do Banco Central criada justamente para tentar bloquear o dinheiro na conta do golpista.
- Faça um Boletim de Ocorrência: Pode ser feito pela internet. Relate tudo com detalhes, informando os valores e a conta que recebeu o dinheiro.
- Reúna as provas: Tire prints de todas as conversas (WhatsApp, redes sociais), guarde os comprovantes do Pix falso e anote absolutamente todos os números de protocolo de atendimento do banco.
O banco se recusou a devolver o dinheiro. E agora?
Infelizmente, é muito comum que os bancos “lavem as mãos” e coloquem a culpa exclusivamente na vítima para evitar a devolução dos valores. Nesses cenários, a via judicial é o caminho mais eficaz para executar as medidas cabíveis.
Se você ou algum familiar enfrenta essa situação, nosso escritório está à disposição para esclarecer dúvidas e auxiliar na defesa dos seus direitos.
Gabriele Poggian, colaboradora
